terça-feira, 2 de junho de 2009

Em busca de plenitude.

O auto-amor, é a base - É a pessoa se amar, de forma incondicional, aceitando-se tal qual como é, com suas qualidades e mesmo cometendo atos de imperfeição, continuar se sentindo digna de respeito e de consideração. O contrário do auto-amor é a crítica excessiva que fazemos a nós mesmos, fruto das críticas que sofríamos na nossa infância. O perfeccionismo, ou seja, a total intolerância aos próprios erros, o desejo onipotente de que tudo esteja certo, inclusive do ponto de vista corporal, alimenta a auto-imagem, minando o auto-amor. A comparação entre o eu-real, aquilo que eu sou e o eu-ideal, aquilo que eu gostaria de ser, produz a sensação de incompletude e vazio e uma auto-aversão.

A auto-imagem - É a imagem que temos de nós mesmos e é de fundamental importância no gerenciamento de nossas vidas. Se temos uma boa avaliação de nossos atributos, inteligência, beleza, sensibilidade e talentos, aceitamos que a vida é uma construção e estaremos motivados para o auto-desenvolvimento, para a realização e a felicidade. Se, ao contrário, nos vemos como pessoas fracas, feias, vítimas de coitadismo, que não se dão conta, sem sorte, incapazes, evitando situações de risco, acomodando-se no crescimento e fazendo acontecer situações negativas que vão corroborando a imagem que temos de nós mesmos. Algumas vezes até coloca-se a culpa de determinados acontecimentos nos outros, quando os únicos causadores, são os próprios.

A auto-confiança - É a capacidade de acreditar que damos conta, que todos nós temos um potencial humano que nos capacita a realizar nossos sonhos e desafios. E dar conta não significa vencer sempre. Significa ter coragem de enfrentar situações novas e saber levantar, mil vezes se for preciso. É a abertura às possibilidades e ao desconhecido, tendo clareza de que o nosso único compromisso é com a felicidade e com as tentativas.

Como desenvolver o auto-amor? Atrás de todo comportamento humano existem crenças e valores que, internalizados desde cedo, podem nos levar a um maior ou menor afeto por individual. É como se fosse uma memória genética. Aquilo em que acreditamos e repetimos constantemente para nós mesmos, influencia grandemente a elevação ou não da nossa auto-imagem. Refazer essas crenças, se negativas, é o início.

Vejamos: sou importante e digno de amor e respeito. Estou nesta vida capacitando-me e sendo capaz de fazer feliz ao maior número de pessoas; cada pessoa é dona da sua própria vida, e tem livre arbítrio para escolher seu caminho. Se alguém se coloca em posição oposta às minhas expectativas, isso pode ser até triste, mas não pode determinar o meu valor enquanto pessoa, certamente, tais atitudes, servirão unicamente para o meu crescimento.

Eu me perdôo por todos os atos de imperfeição. Aprender com os erros é diferente de não errar. Não posso gastar minha vida, agradando sempre. Não preciso mudar de opinião em nome da aprovação alheia. Eu não sou os meus problemas e não posso me definir por eles. Eu valho independentemente de estar passando por situações difíceis, dificuldades financeiras, afetivas, sexuais etc. Não tenho medo de ser chamado a buscar sempre meus ideais, quando estiver lutando pelos meus interesses e defendendo o que é meu.

Acredito plenamente que o verdadeiro amor é amar ao próximo como a si mesmo e, não, mais do que a si mesmo ou ao invés de si mesmo. Essas crenças revelam, de uma forma ou de outra, a base estrutural da estima, sem a qual é impossível a felicidade. Pessoas que se amam tendem naturalmente à fluência das relações, gerando interesse pelas outras pessoas, empatia e amor. Pessoas que se desprezam desenvolvem relações difíceis, competitivas, complicadas. O auto-conhecimento, a auto-aceitação, a sinceridade com os próprios sentimentos e o desejo profundo de aprender a se amar é o verdadeiro caminho para a plenitude e o significado da vida.

Afinal, estamos aqui buscando, mesmo que inconscientemente, melhoramento espiritual, melhoramento moral... Os que se deviam desse caminho, tendem a sentir um imenso vazio em suas vidas. E não se dão conta que esse imenso buraco no coração é a ausência de si mesmos... Tentando melhorar por outros caminhos... Afastando-se do sagrado...Esta completude só acontece quando revemos nossos valores... E buscamos lapidar a nossa verdadeira essência...Evoluindo...Tomando posse de si mesmo. Reencontrando-se...

Por Fátima.

Com o carinho de sempre,

Acreditando que podemos ser melhores a cada dia.

Fátima, Alcides e Thayná Mayara.

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