terça-feira, 2 de junho de 2009

Quando a gente desacelera...

É fácil encontrar a paz...

Há uma maior percepção da vida...

É um momento em que você, em grande estilo,

econtra-se com você mesmo...

Em alguns momentos,

Parece até que estamos flutuando...

Um grande abraço...

Que a paz possa invadir os seus corações..

Com o carinho da amizade,

Fátima, Alcides e Thayná Mayara.




Eu não sei se a vida é que vai rápida demais ou se sou eu que estou mais lento.
O que sei é que ando me atropelando nos próprios passos.
Eu resolvi desacelerar. Eu vou no rítmo que posso.
Não é fácil. É sabedoria que requer aprendizado! Eu quero aprender.
O descompasso é a causa de todo cansaço. O corpo é rápido, mas o coração não. O corpo anda no compasso da agenda. O coração anda é no compasso do amor miúdo. O corpo sobrevive de andares largos. O coração sobrevive de pequenos passos e de demoras. Eu já fui e voltei a inúmeros lugares e o coração nem saiu do lugar.
O mistério é saber reconciliar as partes. Conciliar um ritmo que seja bom para os dois.
Eu quero aprender. Não quero o martírio antes da hora. Quero é o direito de saborear o tempo como se fosse um menino que perdeu a pressa. O show? Ah, deixa pra depois. A voz não morrerá. Acendemos as luzes noutra hora. Deixe que o padre viva a penumbra de algumas poucas velas...

Um padre combina mais com uma vela acesa que com um canhão de luz.
Há momentos em que a luz miúda nos revela muito mais que mil holofotes.
Chega de vida complicada. Eu preciso é de simplicidade!

Pe. Fabio de Melo

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