terça-feira, 2 de junho de 2009

A montanha da vida

A vida de cada um de nós pode ser comparada à conquista de uma montanha.

Assim como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada,

deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê

com sucesso. Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado.

Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados

os preparativos. No momento da escalada, o início parece ser fácil.

Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.

Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir.

O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.

À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso.

As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso

das árvores,as rochas pontiagudas desafiando o céu.

Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas…

É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas,

aqueles que já foram superados, são do tamanho daquelas casinhas.

Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio

e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum

arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.

É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar.

Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir,

por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos.

Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada.

Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que

nos puxa para a subida.

Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.

Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar.

O que nos salva é o equipamento certo para este momento.

Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos

que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.

Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas

habilidades para parar e voltar de novo. Se caímos num buraco de

falsidade de alguém que estava coberto de neve,

sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar

quem esteja por perto.

Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer,

cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.

Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada,

uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.


Com o carinho da partilha,

Fátima, Alcides t Thayná Mayara

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